O Supremo Tribunal Federal decidiu neste dia 17, derrubar a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Atendendo a um recurso do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo e do Ministério Públido Federal. A votação foi de oito votos contra um.
E agora?
Talvez seja um pouco cedo pra querer tomar decisões ou comentar sobre o futuro da profissão e do jornalismo no Brasil, mas algumas dúvidas me fazem refletir sobre algumas questões que envolvem esse caso.
Tudo bem, acredito na idéia de que todos temos opinião. Podemos escrever em blogs, expor nossos pensamentos, criticar, julgar, comentar algo. Até sou flexível nesse ponto e acho que para isso o diploma de jornalista não se faz tão necessário. Mas quando envolvem as questões técnicas da profissão, passo a pensar na credibilidade dos meios de comunicação, na qualidade do trabalho jornalístico e também na organização dessas pessoas que fazem do jornalismo o ganha-pão diário.
Além de administração, estudo jornalismo há 2 anos e meio na Universidade do Vale do Itajaí [Univali]. E por lá, temos laboratórios de rádio, TV, fotografia, uma estrutura considerável para adquirirmos o conhecimento e a prática necessária com qualidade. E para tudo tem um preço. Investimos na formação, no conhecimento para nos formarmos profissionais qualificados a fim de desenvolver um trabalho sério, ético e responsável. E numa decisão de quarta-feira à noite, isso tudo me faz repensar sobre o futuro.
Escrever é fácil, basta ser alfabetizado para isso. Expressar pensamentos oralmente, muito mais, basta o dom da fala. Mas o profissional do jornalismo se resume a isso? Jornalismo não é só escrever um texto, saber falar na frente das câmeras ou por trás de um microfone. Se fosse simples assim, não teríamos tantas disciplinas focadas às questões técnicas da profissão dentro de nossa grade curricular. Sei que muita gente pensa que ser jornalista é fácil e que basta saber escrever e falar bem. Que a graduação para essa profissão não é tão exigente com o aluno. Que o profissional talvez não seja tão bem remunerado quanto deveria. Mas e o conhecimento para se tornar um deles, daonde vem? Ninguém nasce sabendo [já diz o dito popular] e agora para ser jornalista não precisa-se mais de diploma, graduação. Então todos que se acham compententes o suficiente para desempenhar o papel de jornalista, o farão? Escrever um texto jornalístico, falar frente às câmeras, apresentar um programa de rádio, trabalhar com assessoria de comunicação, redigir matérias, conhecer as estruturas de redação, de notícia e outras tantas funções que o curso de jornalismo nos ensina, sem estudo, [diploma] acredito que não será possível.
E os sindicatos que organizam os profissionais, terão controle sobre quem é ou não um jornalista com conhecimento suficiente e capaz de desempenhar os exercícios da profissão? Ou se tornarão um aglomerado de ex-jornalistas diplomados e outros práticos?
Sabemos que não só no jornalismo, mas em muitas outras áreas, há pessoas não qualificadas atuando no mercado, inclusive na saúde. Mas que as empresas responsáveis pela comunicação no país saibam reconhecer os jornalistas que contratam. O diploma não se faz mais necessário, mas o conhecimento sim. Não é e nunca foi fácil ser um profissional bem sucedido. Estudantes de jornalismo ou não, corram atrás do conhecimento, ele vale muito mais do que qualquer diploma.
Em tempo: Talvez sejamos surpreendidos por uma seleção natural do mercado. Onde os meios de comunicação passarão a preferir e valorizar ainda mais as pessoas devidamente capacitadas, os profissionais diplomados do jornalismo, visando um trabalho com credibilidade e qualidade.
E agora?
Talvez seja um pouco cedo pra querer tomar decisões ou comentar sobre o futuro da profissão e do jornalismo no Brasil, mas algumas dúvidas me fazem refletir sobre algumas questões que envolvem esse caso.
Tudo bem, acredito na idéia de que todos temos opinião. Podemos escrever em blogs, expor nossos pensamentos, criticar, julgar, comentar algo. Até sou flexível nesse ponto e acho que para isso o diploma de jornalista não se faz tão necessário. Mas quando envolvem as questões técnicas da profissão, passo a pensar na credibilidade dos meios de comunicação, na qualidade do trabalho jornalístico e também na organização dessas pessoas que fazem do jornalismo o ganha-pão diário.
Além de administração, estudo jornalismo há 2 anos e meio na Universidade do Vale do Itajaí [Univali]. E por lá, temos laboratórios de rádio, TV, fotografia, uma estrutura considerável para adquirirmos o conhecimento e a prática necessária com qualidade. E para tudo tem um preço. Investimos na formação, no conhecimento para nos formarmos profissionais qualificados a fim de desenvolver um trabalho sério, ético e responsável. E numa decisão de quarta-feira à noite, isso tudo me faz repensar sobre o futuro.
Escrever é fácil, basta ser alfabetizado para isso. Expressar pensamentos oralmente, muito mais, basta o dom da fala. Mas o profissional do jornalismo se resume a isso? Jornalismo não é só escrever um texto, saber falar na frente das câmeras ou por trás de um microfone. Se fosse simples assim, não teríamos tantas disciplinas focadas às questões técnicas da profissão dentro de nossa grade curricular. Sei que muita gente pensa que ser jornalista é fácil e que basta saber escrever e falar bem. Que a graduação para essa profissão não é tão exigente com o aluno. Que o profissional talvez não seja tão bem remunerado quanto deveria. Mas e o conhecimento para se tornar um deles, daonde vem? Ninguém nasce sabendo [já diz o dito popular] e agora para ser jornalista não precisa-se mais de diploma, graduação. Então todos que se acham compententes o suficiente para desempenhar o papel de jornalista, o farão? Escrever um texto jornalístico, falar frente às câmeras, apresentar um programa de rádio, trabalhar com assessoria de comunicação, redigir matérias, conhecer as estruturas de redação, de notícia e outras tantas funções que o curso de jornalismo nos ensina, sem estudo, [diploma] acredito que não será possível.
E os sindicatos que organizam os profissionais, terão controle sobre quem é ou não um jornalista com conhecimento suficiente e capaz de desempenhar os exercícios da profissão? Ou se tornarão um aglomerado de ex-jornalistas diplomados e outros práticos?
Sabemos que não só no jornalismo, mas em muitas outras áreas, há pessoas não qualificadas atuando no mercado, inclusive na saúde. Mas que as empresas responsáveis pela comunicação no país saibam reconhecer os jornalistas que contratam. O diploma não se faz mais necessário, mas o conhecimento sim. Não é e nunca foi fácil ser um profissional bem sucedido. Estudantes de jornalismo ou não, corram atrás do conhecimento, ele vale muito mais do que qualquer diploma.
Em tempo: Talvez sejamos surpreendidos por uma seleção natural do mercado. Onde os meios de comunicação passarão a preferir e valorizar ainda mais as pessoas devidamente capacitadas, os profissionais diplomados do jornalismo, visando um trabalho com credibilidade e qualidade.
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