quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dever cumprido

Depois de algum tempo de eliminatórias, o fim e a classificação.
A seleção deixou a desejar em alguns momentos, principalmente no começo conturbado da era Dunga, quando sem confiança no cargo e nós torcedores sem confiança nele, já estávamos desconfiados da classificação. Mas o time soube aproveitar o talento e bateu até alguns tabus. Vencemos o Uruguai em Montevideo e a Argentina em sua própria casa. Construímos um time que eu diria bom, com qualidade, mas que sentiu a falta de alguns nomes como Kaká, Luis Fabiano e Lúcio quando se fizeram ausentes.
Queria ver Ronaldinho Gaúcho em sua melhor forma jogando nesse time, mas infelizmente e ao que tudo indica, o craque não vai para África do Sul. O dever de classificar foi cumprido e continuamos sendo a única seleção a participar de todos os mundiais. Nossa vizinha e rival Argentina, com muito sufoco, também está classificada. E já que eles conseguiram, que haja um duelo Brasil x Argentina. A vitória, claro, não é certa, mas somos superiores, temos uma seleção renovada e com disposição suficiente para uma goleada sobre o time de Maradona.
Ainda arrisco dizer que o Brasil em sua boa forma e entrosamento é o time favorito e campeão no ano que vem.
Vamos ver no que dá…

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio 2016

Esperei até agora para poder postar sobre a decisão do COI.

Parabéns ao Rio, ao Brasil e a todos que se empenharam nesse projeto. Penso que é sempre valioso sediarmos um evento de grande porte, assim como a Copa do Mundo de 2014.
Muita gente contesta, eu sei, mas se trata de Brasil, e por aqui sempre haverá problemas. Esperar por uma evolução ou um desenvolvimento tanto econômico quanto social do país, seria perda de tempo. Tivemos a oportunidade e tínhamos sim que agarrá-la com força.
Os problemas continuarão a existir, o país vai contrair muitas dívidas, não vai ser um evento 100% perfeito e longe de ser uma oportunidade para todos daqui. Mas isso que é o Brasil, o país em desenvolvimento que surpreende, o povo faminto que comemora mais uma conquista.
Vamos enfrentar os problemas, pagar com impostos, fortalecer o patriotismo e dizer que é a primeira vez que as Olimpíadas serão sediadas na América do Sul.
Agora, que se inicie um processo de melhora na educação, esporte, saúde, na economia e no país como um todo. Que não morra mais ninguém vítima de bala perdida ou de fome, por falta de oportunidade ou preconceito. 2009 a 2016, o Rio e o Brasil juntos em busca de uma condição plena para sediar os Jogos Olímpicos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A tatuagem é uma arte

Quinta-feira foi um dia corrido e por isso também que não consegui postar por aqui. Mas hoje o faço.
Na quinta mesmo, eu e o Teddiz fomos cumprir a pauta da revista que temos pra escrever nesse semestre. O assunto escolhido pela turma foi Moda. Talvez no começo não tenha me agradado muito, mas depois gostei da ideia. Achamos um tema que poderemos tirar proveito e também é moderno, interessante e sempre tem gente querendo saber mais sobre. A tatuagem como moda.
E aqui em Balneário Camboriú tem muita coisa a respeito disso. Vários estúdios, fontes pra consultas e gente que vive do negócio mesmo. Por opção nossa e até porque o Teddiz já tatuou lá, escolhemos o Ramsés Estúdio Tattoo e Piercing. Quem trabalha lá é o próprio Ramsés junto com o Ray, outro tatuador de qualidade. De primeira, fomos conversar com os caras e entender um pouco mais de como funciona a tatuagem dentro do estúdio deles, feito isso, retornei na quinta-feira pra mais umas perguntas e fotos.
Conversamos sobre alguns assuntos-chave dentro do mundo da tattoo. Tatuagens em menores, a preferência do pessoal, a época em que mais se tem trabalho, quem são as pessoas que eles tatuam, a tatuagem como moda, e outras perguntas mais que a gente publica o texto na íntegra na própria revista.
Tanto o Ramsés quanto o Ray defenderam e insistiram que a tatuagem é uma arte. E é, sem dúvida. Pra eles que vivem da arte, passar muito mais que a metade do dia tatuando e desenvolvendo ideias novas para os trabalhos, é rotina. Fiquei impressionado com o talento dos caras. Ray mostrou uns desenhos que ele fez durante esse tempo todo de história, que já se vão 18 anos, e eu mesmo fui lá pra acompanhar o Ramsés tatuando. Artistas, dá pra dizer assim.
Eu sei que tem muita gente que discrimina, tem preconceito e acha que a tatuagem é coisa de maluco. Não que eles não existam no mundo da tattoo, mas também estão por toda parte. Acompanhando de perto é que percebi o quanto dá trabalho essa brincadeira de pintar a pele e o quanto talento é preciso pra fazer um trabalho desses. Fiquei até com vontade de fazer a minha primeira.
A tatuagem virou moda já faz muito tempo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Feio pro VMA mas foi assim no VMB também

Depois de algum tempo sem postar por aqui, estou de volta. Bom, mas isso não vem ao caso…

O fiasco da semana

Certamente você deve ter acompanhado ou pelo menos ouvido falar sobre a invasão de Kanye West no palco do VMA esta semana. O rapper, não contente com o resultado da premiação, pegou o microfone das mãos da vencedora do prêmio de melhor clipe feminino, Taylor Swift, e proferiu algumas palavras de protesto. Logo depois parabenizou Beyoncé dizendo que seu clipe é um dos melhores de todos os tempos.
E não parou por aí. O rapper foi à TV se desculpar, sairam fotos dele bebendo conhaque direto da garrafa durante o evento e até o presidente Obama o criticou chamando de idiota.

Pesquisei sobre o assunto e fui encontrar algo muito pior no site da MTV. Aconteceu no Brasil, foi no VMB de 2008. Ana Bernardino, vocalista da banda Bonde do Rolê invadiu o palco da premiação enquanto Di Ferrero, vocalista da NX Zero, agradecia o prêmio e fazia um pequeno discurso. Ana tentou arrancar o microfone da mão de Di, que incentivou até que a funkeira fosse dispensada e jogada nos braços do público. Não satisfeita, voltou ao palco e aí sim teve sua oportunidade com o microfone, dizendo: “Olha aqui, esse prêmio era pra ser nosso, eu não aceito, eu não aceito, beijo Brasil.” Em seguida, Di a ignorou pedindo aplausos e continuou com os agradecimentos pelo prêmio.

Bom seria se não fossem permitidas bebibas alcoólicas durante as premiações e se todos soubessem admitir o talento do outro. Ou pelo menos respeitar a todos pra não fazer feio no espetáculo. Depois dá nisso…

Confira:
http://mtv.uol.com.br/blogdovmb/blog/o-vmb-j%C3%A1-teve-seu-pr%C3%B3prio-kanye-west-e-foi-muito-melhor

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

um pouco de Amsterdam


Depois de algum tempo sem postar por aqui, voltei. E parece que a vida pós-viagem está mais corrida do que antes. Alguns compromissos pra resolver, algumas provas e trabalhos e um pouco de matéria atrasada nesse tempo que estive em Amsterdam.

Falando nisso…

Amsterdam é excelente. Uma cidade organizada, segura e extremamente tomada por bicicletas. Elas estão em todos os lugares e são o principal meio de locomoção da população. Carro se vê pouco, a maioria táxi. O metrô e alguns ônibus que circulam pela cidade, levam as pessoas que optaram por deixar a bicicleta em casa. Casa de alvenaria ou casa-barco mesmo, elas estão espalhadas por todos os canais que atravessam a cidade e também não parecem ser um lugar muito cômodo para se viver.
A fama de “open minded” do povo, se confirma. Seja à noite ou sob a luz do dia, cada um se preocupa com o que é seu e consigo mesmo. Por não ligarem muito para aparência, para o que os outros estão fazendo, o que levam nos bolsos ou o que compram, o povo parece um pouco frio, mas é só mais um engano. Sempre que precisamos de informações ou qualquer ajuda, estiveram dispostos e jamais nos deixaram na mão.
O que não se vê, é o jeitinho brasileiro que estamos acostumados por aqui. Em Amsterdam, não existem cobradores nos ônibus ou metrôs, e nem por isso as pessoas deixam de comprar os tickets e pagar pelo serviço de qualidade que é oferecido. A malandragem não existe, justamente no lugar onde há drogas liberadas por lei e uma infinidade de jovens que agitam a cidade o dia inteiro. Dia que amanhece às 6 horas e vai pôr o sol somente depois das 22:30.
Minha proposta era fazer um tipo de diário sobre a viagem. Tenho várias anotações, mas ainda não consegui transcrevê-las por alguns motivos. Pretendo deixar isso pronto o mais breve possível para contar um pouco mais de como foi esta passagem por Amsterdam.
Enquanto isso não fica pronto e alguns compromissos tomam meu tempo, vou tentando organizar da melhor forma.
Até quinta-feira.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Um post/recado direto de Amsterdam

Nao ha acentos no teclado!

Pai, mae e amigos...

Ta tudo bem comigo, mae. Hoje fomos ao show do U2 no estadio do Ajax, Amsterdam Arena. Snow Patrol fez o show de abertura e ambos foram classe A, excelentes!
Amsterdam eh muito bem organizada e aqui eh facil de se locomover. Trens nos levam para todos os lugares possiveis da cidade, e caminhando proximo ao nosso albergue, conhecemos muitos lugares turisticos. Estamos hospedados no coracao da cidade, no red light district.
O acesso a internet no nosso albergue eh complicado, tem muita gente aqui e sao so 3 computares, por isso quase nao entro no msn e nao posto por aqui. Sexta vamos pra Berlim e acredito que la sera mais facil o acesso.
Agora sao 3:28, hora local. Preciso descansar porque amanha temos uns lugares pra visitar e estou cansado! Meu celular nao encontra rede e por isso nao funciona.
Pai, encontrei um gremista na Dam Platz aqui em Amsterdam... passou de bicicleta por nos. Tenho saudade de voces, meus amigos e as pessoas que amo.
Por aqui ta tudo bem, a europa e' sem explicacao, um lugar muito lindo e interessante! O povo e' educadissimo e respeitoso.
Meu tempo ta acabando, preciso dormir e informo que aqui esta tudo bem, sobcontrole! Estamos nos alimentando bem e having fun tambem.
Sexta vamos pra Berlim e depois segue nosso roteiro pela Hungria, Polonia, Republica Tcheca e tudo mais... por hoje e' so!

Fiquem bem,
amo voces e sinto falta da minha cama!


De Amsterdam, Natan.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Despedida

Acabo de chegar da casa dos meus tios. Minha tia fez uma janta para nos reunirmos em família nesta que é a minha última noite aqui perto de casa. Domingo de manhã saindo de Florianópolis, partiremos então para nossa viagem, a Walkabout.
E quanta coisa para tão pouca mochila. Fiz um teste hoje com meu “mochilão” e percebi que o nome que tem, não o faz grande o suficiente para esta nossa estada na Europa. A estação é o verão, mas pesquisando na internet, Amsterdam mandou o recado – mínima de 12 graus para terça-feira dia 21, data do show da banda irlandesa U2 na Amsterdam Arena. Então prevenidos viajaremos. Um tênis daqui, um moletom, calça jeans, camisetas, a bandeira do Brasil e… tá faltando alguma coisa. Aliás, sempre parece isso. E se eu continuasse procurando mais, acho que não sobraria nada dentro do meu guarda-roupas e a ideia de mochileiro não mais serviria. Mas o resumo de tudo que preciso está organizado e colocado em seu lugar. A mochila se superou e foi o suficiente. Ainda uma pequena mala extra para possíveis aquisições no velho continente. O resto eu guardo na memória.
Pretendo escrever de lá. Os albergues, em sua maioria, dispõe de internet e se sobrar um tempo ao longo do dia ou da noite, dependendo do fuso horário, eu posto por aqui. Minha ideia era um tipo de diário de bordo, mas com a correria da nossa programação, acredito que não terei tanto tempo assim pra postar diariamente.
Um brinde à minha família, aos meus amigos, mochileiros desse mundo e aos leitores desse blog.
Por hoje é só. Espero trazer para o Brasil e também para o blog, boas notícias e novidades do velho mundo.
Até mês que vem!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Nada de descanso em paz


A novela continua...

Após o velório/tributo a Michael Jackson, chegou a hora do seu sepultamento, certo? Errado. Ninguém tem pressa em dar destino ao corpo do boneco de cera. A prioridade e preocupação agora é com as centenas de objetos deixados pelos fãs em frente ao rancho Neverland, calçada da fama e frente às casas de seus familiares.
Os fãs pedem pelo armazenamento do material, mas enquanto isso, funcionários recolhem toda a papelada e outros objetos em sacolas de lixo. [foto]
Espero que a família valorize essas homenagens e armazene ao menos parte desse material. Uma idéia seria um memorial a Michael com os objetos deixados pelos fãs. Mas se depender de uma posição dos Jackson, tão cedo não sai memorial e nem destino aos objetos. Hoje, 9 de julho, 14 dias após a morte do astro, nem o local do sepultamento foi decidido. É muito caso para a mídia e pouca tomada de decisão. Estão querendo eternizá-lo à força. Michael a 7 palmos, já!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

M.J., CQC e a Seleção

Morte de Michael Jackson
Só se fala nisso…

Tem político inaugurando obras e ministérios por aí, fazendo campanha com outros nomes. Tem avião caindo e gente morrendo. Novos casos da gripe A e uma crise econômica mundial. Mas pelo que parece, Michael Jackson tem mais relevância para o mundo, do que ele próprio.
Precisamos e devemos sim valorizar ídolos, pessoas que influenciam de algum modo em nossas vidas, mas devemos lembrar que o mundo não para. Lamentações e chororôs que fiquem de lembrança. Valorize enquanto há vida nessas pessoas que servem de espelho.
E o Michael servia/serve de espelho pra você? Espero que não. Um ótimo exemplo de celebridade mundial para não ser seguido. Um astro da música que se deixou levar pela fama, dinheiro e essas coisas da carreira que o fez um ser artificial e dependente de remédios. Substituir os prazeres da vida pelo efeito dos medicamentos, é o que fazia Michael. E talvez não contente com isso, ainda se envolveu em vários escândalos.
Talvez tenha deixado claro que não sou muito fã do “rei do pop”, mas ele foi um ícone da música pop mundial e merece ser valorizado. Escreveu músicas de sucesso e de qualidade também. Deixa fortuna, deixa dívidas, uma legião de fãs desesperados por não terem assistido algum show seu. O homem de 50 anos que nasceu negro e saudável e faleceu branco, artificial, dependente e com o desejo de ser congelado.

CQC e os políticos

Sem dúvida uma das melhores partes do programa é o quadro “Controle de Qualidade”. E na terça-feira (30), Danilo Gentili foi até o Senado para fazer algumas perguntas aos políticos que lá estavam. Ao perguntar sobre a Lei Maria da Penha, o espanto. A maioria deles não sabia o que era e muito menos do que se tratava essa lei. [lei de violência doméstica e familiar contra a mulher] Teve até aquele que disse que era uma lei em favor dos menores. Sem contar que muitos dos que foram questionados, concordaram, assinaram e colaboraram para que a lei fosse sancionada pelo Presidente Lula. Eis nossos representantes em Brasília!

Brasil campeão da Copa das Confederações

Vibrei muito com a vitória da nossa seleção no último domingo (21), data do meu aniversário. Vencemos a seleção dos Estados Unidos e voltamos à liderança do ranking da Fifa. Eu diria “ótimo” para uma imensa torcida que não se contenta com empates, crê no espetáculo e que quando a seleção entra em campo, tem a certeza da vitória. Somos um povo confiante na nossa seleção e aprendemos isso desde criança. Já que não temos representantes políticos de qualidade, pelo menos jogadores de futebol. Parabéns à seleção brasileira.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Quem será o próximo descarado?

Mais um caso de pedofilia envolvendo religiosos ligados à igreja católica, chocou a região do Vale do Itajaí no último dia 19. O frei Ângelo Chiarelli, 64 anos, foi preso em flagrante com uma menina de 13 anos em seu quarto na cidade de Rio do Sul (SC).
A menina estava sem jaqueta e o religioso suspeito com o zíper da calça aberto. Em depoimento, a menina afirmou que se relacionava com o frei havia dois anos. Informalmente, Chiarelli admitiu que beijou e acariciou os seios da adolescente. Além disso, foram encontradas com o suspeito fotos e dvd’s que serão investigados pela polícia.
Que a igreja católica e várias pessoas ligadas à ela vem cometendo falhas e absurdos há tempo, todos sabemos. Mas para uma instituição que condena o uso de células tronco em pesquisas, os métodos anticoncepcionais e o uso do preservativo, este caso é mais uma pouca vergonha que muitas vezes a igreja tenta cobrir com os panos. Talvez ninguém tenha culpa pela conduta do frei acusado, mas ele pertence a um grupo que se diz de respeito mútuo e que condena os pecados do mundo. E então quem era pra servir de exemplo para a sociedade como um líder espiritual, passa a ser a vergonha da vez. A condenação para o suposto crime de atentado violento ao pudor, no qual Chiarelli está sendo acusado, varia de 6 a 10 anos de reclusão. Mas a conduta de um suposto criminoso desses tem chance de ser corrigida atrás das grades? Se nem mesmo a tão poderosa religião e os mandamentos da igreja católica o fez, acho que fica complicado. E mais, esse não é o primeiro caso envolvendo religiosos e pedofilia, e acredito que também não será o último a desfocar o real sentido da vocação.
Segue um trecho de uma conversa do Frei com a suposta vítima:
— Você tá deitada? — pergunta o frei.
— Já — responde a menina, sussurrando.
— E com qual calcinha, branca?
— Não, com a verde.
— Você recebeu a minha mensagem ontem?
— Sim.
— Então, não tá escrito lá o quanto eu te amo, o quanto eu te quero? O quanto eu quero você... eu não sei, mas uma hora eu vou perder a cabeça e vou te agarrar, viu?! — disse o frei.

Ainda o padre afirma que foi assediado pela garota e que não resistiu à sedução.
Palhaçada.
E que moral pra igreja, hein?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Decidido, derrubado. E agora?

O Supremo Tribunal Federal decidiu neste dia 17, derrubar a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Atendendo a um recurso do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo e do Ministério Públido Federal. A votação foi de oito votos contra um.
E agora?
Talvez seja um pouco cedo pra querer tomar decisões ou comentar sobre o futuro da profissão e do jornalismo no Brasil, mas algumas dúvidas me fazem refletir sobre algumas questões que envolvem esse caso.
Tudo bem, acredito na idéia de que todos temos opinião. Podemos escrever em blogs, expor nossos pensamentos, criticar, julgar, comentar algo. Até sou flexível nesse ponto e acho que para isso o diploma de jornalista não se faz tão necessário. Mas quando envolvem as questões técnicas da profissão, passo a pensar na credibilidade dos meios de comunicação, na qualidade do trabalho jornalístico e também na organização dessas pessoas que fazem do jornalismo o ganha-pão diário.
Além de administração, estudo jornalismo há 2 anos e meio na Universidade do Vale do Itajaí [Univali]. E por lá, temos laboratórios de rádio, TV, fotografia, uma estrutura considerável para adquirirmos o conhecimento e a prática necessária com qualidade. E para tudo tem um preço. Investimos na formação, no conhecimento para nos formarmos profissionais qualificados a fim de desenvolver um trabalho sério, ético e responsável. E numa decisão de quarta-feira à noite, isso tudo me faz repensar sobre o futuro.
Escrever é fácil, basta ser alfabetizado para isso. Expressar pensamentos oralmente, muito mais, basta o dom da fala. Mas o profissional do jornalismo se resume a isso? Jornalismo não é só escrever um texto, saber falar na frente das câmeras ou por trás de um microfone. Se fosse simples assim, não teríamos tantas disciplinas focadas às questões técnicas da profissão dentro de nossa grade curricular. Sei que muita gente pensa que ser jornalista é fácil e que basta saber escrever e falar bem. Que a graduação para essa profissão não é tão exigente com o aluno. Que o profissional talvez não seja tão bem remunerado quanto deveria. Mas e o conhecimento para se tornar um deles, daonde vem? Ninguém nasce sabendo [já diz o dito popular] e agora para ser jornalista não precisa-se mais de diploma, graduação. Então todos que se acham compententes o suficiente para desempenhar o papel de jornalista, o farão? Escrever um texto jornalístico, falar frente às câmeras, apresentar um programa de rádio, trabalhar com assessoria de comunicação, redigir matérias, conhecer as estruturas de redação, de notícia e outras tantas funções que o curso de jornalismo nos ensina, sem estudo, [diploma] acredito que não será possível.
E os sindicatos que organizam os profissionais, terão controle sobre quem é ou não um jornalista com conhecimento suficiente e capaz de desempenhar os exercícios da profissão? Ou se tornarão um aglomerado de ex-jornalistas diplomados e outros práticos?
Sabemos que não só no jornalismo, mas em muitas outras áreas, há pessoas não qualificadas atuando no mercado, inclusive na saúde. Mas que as empresas responsáveis pela comunicação no país saibam reconhecer os jornalistas que contratam. O diploma não se faz mais necessário, mas o conhecimento sim. Não é e nunca foi fácil ser um profissional bem sucedido. Estudantes de jornalismo ou não, corram atrás do conhecimento, ele vale muito mais do que qualquer diploma.

Em tempo: Talvez sejamos surpreendidos por uma seleção natural do mercado. Onde os meios de comunicação passarão a preferir e valorizar ainda mais as pessoas devidamente capacitadas, os profissionais diplomados do jornalismo, visando um trabalho com credibilidade e qualidade.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A crise no cenário da segunda arte brasileira


Não vim até aqui para julgar gostos ou estilos. Mas nessa semana assisti ao quadro “Garagem do Faustão” e fiquei preocupado com o futuro da música aqui no Brasil. Desde o surgimento de Mc Serginho e Lacraia, Bonde do Tigrão e essa trupe que se engana pensando que sabe o que é musica, o nível dessa arte vem caindo consideravelmente.
Muita música boa foi lançada no mercado brasileiro nesses últimos 20 anos , mas ao que parece, a realidade mudou e está virando caso sério. Tanto que se fez necessário um quadro incentivando a produção musical no país em um programa de TV de domingo à tarde.
Pagode, samba, funk e rap talvez nunca tenham entrado em recesso por aqui. E a situação grave gira em torno do eixo pop/rock. Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Titãs, Skank, Jota Quest e outros nomes muito conhecidos nessa cena, passaram de manias nacionais à rotinas nas rádios. E se não é o som deles que toca, pouca coisa diferente disso se ouve. Surgiram CPM 22, Charlie Brown Jr., Detonautas Roque Clube e mais recentemente NX Zero, que taxados de “bandinha emocore” salvam a cena das bandas que fizeram sucesso entre a juventude mas que não produzem mais como produziam. Seguindo os exemplos: onde estão os refrões pegajosos do CPM22? Os protestos de Tico Santa Cruz frente à Detonautas? E o skate e a cidade de Santos que Chorão citava tanto em suas composições? Se a independência financeira e a fama os contentam e servem de argumentos para não mais comporem com qualidade, não sei, mas que precisamos de músicas e bandas novas com qualidade no mercado, isso é fato.
O sertanejo virou moda e agora são Victor e Leo e seus seguidores rumo ao estrelato. Que permaneça a qualidade então. Que não caiam nas tentações da fama e esqueçam do público, dos fãs que esperam por um trabalho classe A. Penso que o sertanejo está quase virando um pop. Aquilo que foi o sertanejo do passado não refletiu nem um pouco no que escutamos hoje e que intitularam de “sertanejo universitário”. As letras se tornaram mais melancólicas que as dos próprios emocores. As duplas desabafam sobre a vida no papel, vira letra de música e aí quase todo mundo canta. A primeira vez que NX Zero fez isso, recebeu o título de banda emo.
Para tentar mudar a situação, eu e meu antigo colega de palco, Daniel, voltamos às composições e aos riffs do futuro. Assim como nós, acredito que a maioria do público enjoou dessas mesmas músicas e bandas que tocam nos festivais pelo Brasil. Som novo e estilo original, é assim que estamos trabalhando. Temos umas 7 ou 8 músicas prontas, com letras e composições próprias. Por enquanto se resume a isso, e se tudo der certo trago novidades para o segundo semestre.
Enquanto nosso som não sai dos ensaios, as letras do papel e Faustão e seus jurados não encontram a mais nova banda-mania brasileira, o sertanejo é quem domina o cenário. Perdemos bandas de qualidade e isso é fato, mas que não percamos o poder de filtrar o que é lançado aos nossos ouvidos.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

19 de julho de 2009


Encaminhei nesta semana aquilo que faltava. Os euros, as reservas de albergues, um guia para mochileiros e o seguro da nossa viagem intitulada Walkabout. Pra quem não sabe ou está curioso, eu, Daniel Cabelo e meu primo João Mumu [representante legal do trio perante o juiz], partiremos em julho para a Europa. E ao mesmo tempo em que O Velho Continente nos aguarda, inicia-se essa onda de tantos agitos no mundo dos aeroportos e transportes aéreos.
Confesso que fiquei preocupado no começo dessa loucura de pandemias e epidemias por aí a fora. Cheguei a pensar que fossemos viajar e passar o resto de nossos dias tossindo, literalmente. Essa gripe virou piada e brinquei até com meu pai. Pedi em tom irônico uma máscara cirúrgica para me proteger do vírus quando fossemos viajar e recebi uma resposta à altura de minha ironia. “Sim, mandarei uma caixa delas”. Ironizando a realidade ou fazendo piadas, o que importa é que a situação parece ter sido controlada. Pelo menos não corremos mais o risco de um surto dessa gripe.
Pra compensar a notícia, desaparece no ar esta semana, um avião da Air France. O voo 447, que levava 228 pessoas. Já não se pode mais confiar no transporte aéreo há tempos, e isso é fato. Mas quando acontecem falhas nesse sistema que lida com os gigantes do transporte, fica difícil de se acreditar. São tantas pessoas e radares controlando tudo sobre o avião, que uma falha parece impossível.Mas só parece. Se voltarmos a um passado recente, facilmente lembramos de outros acidentes de grande repercussão envolvendo aviões. [Voo 3054 da TAM, voo 1907 da Gol].
Problemas à parte, brindamos hoje exatos 44 dias para nosso embarque à Walkabout. Entre os países de destino estão Hungria, Polônia, República Tcheca, Alemanha e Holanda. Um passeio ao leste europeu, que talvez não seja o destino que satisfaça a maioria. Comento que nossa viagem, além de uma aula de história presencial, não tem como foco principal fotos em praças públicas, monumentos ou fachadas de museus. Optamos pelo não costumeiro com uma proposta de inovar e conhecer lugares visitados por uma menor parcela de turistas. Aproveitar esse período ao máximo, desvendar as belezas desses lugares pelos quais passaremos e fazer desta, uma viagem pra contar a todos e não só para nossos filhos e netos. Esse é nosso objetivo. Por fim, posto uma foto de Budapeste que é um de nossos destinos e ainda um poema de Paulo Leminski.



V, DE VIAGEM
Paulo Leminski


Viajar me deixa
a alma rasa,
perto de tudo,
longe de casa.

Em casa, estava a vida,
aquela que, na viagem,
viajava, bela
a adormecida.

A vida viajava
mas não viajava eu,
que toda viagem
é feita só de partida.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Um ponto de vista sobre a Pirataria


Nesta semana, a Universidade do Vale do Itajaí [Univali] e a Delegacia da Receita Federal do Brasil no município, promoveram a “Semana de Combate à Pirataria em Itajaí”. E quem vos escreve, como universitário da entidade, participou de duas palestras da programação.
Tinha gente importante por lá. Delegados da Polícia Federal, chefes de divisões e outros representantes do órgão.Todos comentando a respeito de um dos crimes que tomaram conta do Brasil e do mundo.
Fala-se muito em conscientização, no pensamento crítico sobre a compra de um produto que não gera receita ao Estado. Por outro lado pensa-se pouco sobre a revisão dos tributos que pagamos sobre os produtos originais. No caso do evento da semana, a maioria do público das palestras era de estudantes universitários, e como um deles, pergunto: A pirataria vale a pena?
Há os defensores da talvez mais famosa entre elas: a de cd’s e dvd’s. O custo de um dvd/cd virgem, é quase insignificante próximo ao preço pago por um exemplar original. E então basta uma conexão com a internet, um laptop/desktop, e um desses cd’s ou dvd’s virgens para que tenhamos uma cópia fiel do produto original em mãos. Por outro lado, a qualidade se apresenta inferior. Não há o encarte passatempo e ainda os artistas e suas respectivas gravadoras não faturam com a venda do material. [Houve até uma campanha em rede televisiva enfocando a valorização do artista com a venda do produto original, mas que na realidade ganha muito pouco na repartição dos fundos com a gravadora].
Mas pirataria não se limita a isso. Ela tomou conta do mercado do vestuário. E por lá, a situação está quase chegando ao ponto de não reconhecermos mais o que é original ou falsificado. A gigante mundial Nike, é uma das mais prejudicadas com este tipo de pirataria. Nada mais é exclusivo. Tênis, camisetas, bonés e uma infinidade de outros artigos viraram alvo fácil dos infratores. E a qualidade? Absolutamente inferior. Paga-se caro pelo duradouro e eficaz. Barato pela insatisfação ou troca do produto em um curto tempo útil. E o mercado segue assim.
“Quem vê preço, não vê qualidade”. E funciona dessa forma. Há quem adquire o pirateado barato e quem adquire o de maior custo e original. O insatisfeito e o satisfeito.
Outro caso dessa questão, são as rádios piratas. Por mais inofensivas que pareçam, elas trazem sérios riscos e que pouca gente sabe. Podem, por exemplo, entrar em interferência com a torre de controle do seu voo e derrubar o avião em que você viaja.
A pirataria não convém. Seu artista perde, você perde. Produto original traz garantia e qualidade. Prefira.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A arte da Fotografia



Nunca me identifiquei com a ocupação de fotógrafo e muito menos fui atraído pela arte de fotografar. Já tive a ideia de que fosse uma sistemática simples de apertar um botão e congelar o momento. Mudei alguns conceitos depois que comecei a cursar a disciplina de fotografia na universidade [mais precisamente no curso de jornalismo]. Tudo bem, não é apenas um apertar de botão, mas também penso que não vai muito além disso.
Técnicas e aperfeiçoamento para quem gosta dessa arte, se torna fundamental ao fotografar. Acho interessante fotos que trabalham com sombra e com iluminação diferente do costumeiro. Fotografia para mim, tem de ser algo que supere a melhor forma de ver o mundo: através dos próprios olhos.
Como trabalho de avaliação para a disciplina, recebemos a pauta: Poemas de Mário Quintana. Pesquisei bastante e confesso que encontrei vários poemas interessantes. Conhecia pouco de Quintana. Escolhi o poema/crônica Amizade, e descobri nas entrelinhas, coisas que com uma simples leitura ou um passar de olhos, não entenderíamos. Posto o poema para apreciarem e também uma das mais de cem fotos que tirei relacionadas a ele. Trabalho divertido, mas que no começo havia me desanimado. Passei a tarde na orla dessa cidade de tantas belezas. Balneário Camboriú/SC.
Amigos
Poema de Mário Quintana
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade,e eu poderia suportar, embora não sem dor,que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...Alguns deles não procuro,basta-me saber que eles existem.Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.Mas porque não os procuro com assiduidade,não posso lhes dizer o quanto gosto deles.Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica enão sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,embora não declare e não os procure.E às vezes,quando os procuro,noto que eles não tem noção de como me são necessários,de como são indispensáveis ao meu equilíbrio Vital,porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente,construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.Se todos eles morrerem, eu desabo!Por isso é que sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.E me envergonho porque essa minha prece é,em síntese, dirigida ao meu bem estar.Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...Se alguma coisa me consome e me envelheceé que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo,andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e,principalmente os que só desconfiam outalvez nunca vão saber que são meus amigos!
"A gente não faz amigos, reconhece-os."