sexta-feira, 21 de agosto de 2009

um pouco de Amsterdam


Depois de algum tempo sem postar por aqui, voltei. E parece que a vida pós-viagem está mais corrida do que antes. Alguns compromissos pra resolver, algumas provas e trabalhos e um pouco de matéria atrasada nesse tempo que estive em Amsterdam.

Falando nisso…

Amsterdam é excelente. Uma cidade organizada, segura e extremamente tomada por bicicletas. Elas estão em todos os lugares e são o principal meio de locomoção da população. Carro se vê pouco, a maioria táxi. O metrô e alguns ônibus que circulam pela cidade, levam as pessoas que optaram por deixar a bicicleta em casa. Casa de alvenaria ou casa-barco mesmo, elas estão espalhadas por todos os canais que atravessam a cidade e também não parecem ser um lugar muito cômodo para se viver.
A fama de “open minded” do povo, se confirma. Seja à noite ou sob a luz do dia, cada um se preocupa com o que é seu e consigo mesmo. Por não ligarem muito para aparência, para o que os outros estão fazendo, o que levam nos bolsos ou o que compram, o povo parece um pouco frio, mas é só mais um engano. Sempre que precisamos de informações ou qualquer ajuda, estiveram dispostos e jamais nos deixaram na mão.
O que não se vê, é o jeitinho brasileiro que estamos acostumados por aqui. Em Amsterdam, não existem cobradores nos ônibus ou metrôs, e nem por isso as pessoas deixam de comprar os tickets e pagar pelo serviço de qualidade que é oferecido. A malandragem não existe, justamente no lugar onde há drogas liberadas por lei e uma infinidade de jovens que agitam a cidade o dia inteiro. Dia que amanhece às 6 horas e vai pôr o sol somente depois das 22:30.
Minha proposta era fazer um tipo de diário sobre a viagem. Tenho várias anotações, mas ainda não consegui transcrevê-las por alguns motivos. Pretendo deixar isso pronto o mais breve possível para contar um pouco mais de como foi esta passagem por Amsterdam.
Enquanto isso não fica pronto e alguns compromissos tomam meu tempo, vou tentando organizar da melhor forma.
Até quinta-feira.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Um post/recado direto de Amsterdam

Nao ha acentos no teclado!

Pai, mae e amigos...

Ta tudo bem comigo, mae. Hoje fomos ao show do U2 no estadio do Ajax, Amsterdam Arena. Snow Patrol fez o show de abertura e ambos foram classe A, excelentes!
Amsterdam eh muito bem organizada e aqui eh facil de se locomover. Trens nos levam para todos os lugares possiveis da cidade, e caminhando proximo ao nosso albergue, conhecemos muitos lugares turisticos. Estamos hospedados no coracao da cidade, no red light district.
O acesso a internet no nosso albergue eh complicado, tem muita gente aqui e sao so 3 computares, por isso quase nao entro no msn e nao posto por aqui. Sexta vamos pra Berlim e acredito que la sera mais facil o acesso.
Agora sao 3:28, hora local. Preciso descansar porque amanha temos uns lugares pra visitar e estou cansado! Meu celular nao encontra rede e por isso nao funciona.
Pai, encontrei um gremista na Dam Platz aqui em Amsterdam... passou de bicicleta por nos. Tenho saudade de voces, meus amigos e as pessoas que amo.
Por aqui ta tudo bem, a europa e' sem explicacao, um lugar muito lindo e interessante! O povo e' educadissimo e respeitoso.
Meu tempo ta acabando, preciso dormir e informo que aqui esta tudo bem, sobcontrole! Estamos nos alimentando bem e having fun tambem.
Sexta vamos pra Berlim e depois segue nosso roteiro pela Hungria, Polonia, Republica Tcheca e tudo mais... por hoje e' so!

Fiquem bem,
amo voces e sinto falta da minha cama!


De Amsterdam, Natan.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Despedida

Acabo de chegar da casa dos meus tios. Minha tia fez uma janta para nos reunirmos em família nesta que é a minha última noite aqui perto de casa. Domingo de manhã saindo de Florianópolis, partiremos então para nossa viagem, a Walkabout.
E quanta coisa para tão pouca mochila. Fiz um teste hoje com meu “mochilão” e percebi que o nome que tem, não o faz grande o suficiente para esta nossa estada na Europa. A estação é o verão, mas pesquisando na internet, Amsterdam mandou o recado – mínima de 12 graus para terça-feira dia 21, data do show da banda irlandesa U2 na Amsterdam Arena. Então prevenidos viajaremos. Um tênis daqui, um moletom, calça jeans, camisetas, a bandeira do Brasil e… tá faltando alguma coisa. Aliás, sempre parece isso. E se eu continuasse procurando mais, acho que não sobraria nada dentro do meu guarda-roupas e a ideia de mochileiro não mais serviria. Mas o resumo de tudo que preciso está organizado e colocado em seu lugar. A mochila se superou e foi o suficiente. Ainda uma pequena mala extra para possíveis aquisições no velho continente. O resto eu guardo na memória.
Pretendo escrever de lá. Os albergues, em sua maioria, dispõe de internet e se sobrar um tempo ao longo do dia ou da noite, dependendo do fuso horário, eu posto por aqui. Minha ideia era um tipo de diário de bordo, mas com a correria da nossa programação, acredito que não terei tanto tempo assim pra postar diariamente.
Um brinde à minha família, aos meus amigos, mochileiros desse mundo e aos leitores desse blog.
Por hoje é só. Espero trazer para o Brasil e também para o blog, boas notícias e novidades do velho mundo.
Até mês que vem!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Nada de descanso em paz


A novela continua...

Após o velório/tributo a Michael Jackson, chegou a hora do seu sepultamento, certo? Errado. Ninguém tem pressa em dar destino ao corpo do boneco de cera. A prioridade e preocupação agora é com as centenas de objetos deixados pelos fãs em frente ao rancho Neverland, calçada da fama e frente às casas de seus familiares.
Os fãs pedem pelo armazenamento do material, mas enquanto isso, funcionários recolhem toda a papelada e outros objetos em sacolas de lixo. [foto]
Espero que a família valorize essas homenagens e armazene ao menos parte desse material. Uma idéia seria um memorial a Michael com os objetos deixados pelos fãs. Mas se depender de uma posição dos Jackson, tão cedo não sai memorial e nem destino aos objetos. Hoje, 9 de julho, 14 dias após a morte do astro, nem o local do sepultamento foi decidido. É muito caso para a mídia e pouca tomada de decisão. Estão querendo eternizá-lo à força. Michael a 7 palmos, já!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

M.J., CQC e a Seleção

Morte de Michael Jackson
Só se fala nisso…

Tem político inaugurando obras e ministérios por aí, fazendo campanha com outros nomes. Tem avião caindo e gente morrendo. Novos casos da gripe A e uma crise econômica mundial. Mas pelo que parece, Michael Jackson tem mais relevância para o mundo, do que ele próprio.
Precisamos e devemos sim valorizar ídolos, pessoas que influenciam de algum modo em nossas vidas, mas devemos lembrar que o mundo não para. Lamentações e chororôs que fiquem de lembrança. Valorize enquanto há vida nessas pessoas que servem de espelho.
E o Michael servia/serve de espelho pra você? Espero que não. Um ótimo exemplo de celebridade mundial para não ser seguido. Um astro da música que se deixou levar pela fama, dinheiro e essas coisas da carreira que o fez um ser artificial e dependente de remédios. Substituir os prazeres da vida pelo efeito dos medicamentos, é o que fazia Michael. E talvez não contente com isso, ainda se envolveu em vários escândalos.
Talvez tenha deixado claro que não sou muito fã do “rei do pop”, mas ele foi um ícone da música pop mundial e merece ser valorizado. Escreveu músicas de sucesso e de qualidade também. Deixa fortuna, deixa dívidas, uma legião de fãs desesperados por não terem assistido algum show seu. O homem de 50 anos que nasceu negro e saudável e faleceu branco, artificial, dependente e com o desejo de ser congelado.

CQC e os políticos

Sem dúvida uma das melhores partes do programa é o quadro “Controle de Qualidade”. E na terça-feira (30), Danilo Gentili foi até o Senado para fazer algumas perguntas aos políticos que lá estavam. Ao perguntar sobre a Lei Maria da Penha, o espanto. A maioria deles não sabia o que era e muito menos do que se tratava essa lei. [lei de violência doméstica e familiar contra a mulher] Teve até aquele que disse que era uma lei em favor dos menores. Sem contar que muitos dos que foram questionados, concordaram, assinaram e colaboraram para que a lei fosse sancionada pelo Presidente Lula. Eis nossos representantes em Brasília!

Brasil campeão da Copa das Confederações

Vibrei muito com a vitória da nossa seleção no último domingo (21), data do meu aniversário. Vencemos a seleção dos Estados Unidos e voltamos à liderança do ranking da Fifa. Eu diria “ótimo” para uma imensa torcida que não se contenta com empates, crê no espetáculo e que quando a seleção entra em campo, tem a certeza da vitória. Somos um povo confiante na nossa seleção e aprendemos isso desde criança. Já que não temos representantes políticos de qualidade, pelo menos jogadores de futebol. Parabéns à seleção brasileira.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Quem será o próximo descarado?

Mais um caso de pedofilia envolvendo religiosos ligados à igreja católica, chocou a região do Vale do Itajaí no último dia 19. O frei Ângelo Chiarelli, 64 anos, foi preso em flagrante com uma menina de 13 anos em seu quarto na cidade de Rio do Sul (SC).
A menina estava sem jaqueta e o religioso suspeito com o zíper da calça aberto. Em depoimento, a menina afirmou que se relacionava com o frei havia dois anos. Informalmente, Chiarelli admitiu que beijou e acariciou os seios da adolescente. Além disso, foram encontradas com o suspeito fotos e dvd’s que serão investigados pela polícia.
Que a igreja católica e várias pessoas ligadas à ela vem cometendo falhas e absurdos há tempo, todos sabemos. Mas para uma instituição que condena o uso de células tronco em pesquisas, os métodos anticoncepcionais e o uso do preservativo, este caso é mais uma pouca vergonha que muitas vezes a igreja tenta cobrir com os panos. Talvez ninguém tenha culpa pela conduta do frei acusado, mas ele pertence a um grupo que se diz de respeito mútuo e que condena os pecados do mundo. E então quem era pra servir de exemplo para a sociedade como um líder espiritual, passa a ser a vergonha da vez. A condenação para o suposto crime de atentado violento ao pudor, no qual Chiarelli está sendo acusado, varia de 6 a 10 anos de reclusão. Mas a conduta de um suposto criminoso desses tem chance de ser corrigida atrás das grades? Se nem mesmo a tão poderosa religião e os mandamentos da igreja católica o fez, acho que fica complicado. E mais, esse não é o primeiro caso envolvendo religiosos e pedofilia, e acredito que também não será o último a desfocar o real sentido da vocação.
Segue um trecho de uma conversa do Frei com a suposta vítima:
— Você tá deitada? — pergunta o frei.
— Já — responde a menina, sussurrando.
— E com qual calcinha, branca?
— Não, com a verde.
— Você recebeu a minha mensagem ontem?
— Sim.
— Então, não tá escrito lá o quanto eu te amo, o quanto eu te quero? O quanto eu quero você... eu não sei, mas uma hora eu vou perder a cabeça e vou te agarrar, viu?! — disse o frei.

Ainda o padre afirma que foi assediado pela garota e que não resistiu à sedução.
Palhaçada.
E que moral pra igreja, hein?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Decidido, derrubado. E agora?

O Supremo Tribunal Federal decidiu neste dia 17, derrubar a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Atendendo a um recurso do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo e do Ministério Públido Federal. A votação foi de oito votos contra um.
E agora?
Talvez seja um pouco cedo pra querer tomar decisões ou comentar sobre o futuro da profissão e do jornalismo no Brasil, mas algumas dúvidas me fazem refletir sobre algumas questões que envolvem esse caso.
Tudo bem, acredito na idéia de que todos temos opinião. Podemos escrever em blogs, expor nossos pensamentos, criticar, julgar, comentar algo. Até sou flexível nesse ponto e acho que para isso o diploma de jornalista não se faz tão necessário. Mas quando envolvem as questões técnicas da profissão, passo a pensar na credibilidade dos meios de comunicação, na qualidade do trabalho jornalístico e também na organização dessas pessoas que fazem do jornalismo o ganha-pão diário.
Além de administração, estudo jornalismo há 2 anos e meio na Universidade do Vale do Itajaí [Univali]. E por lá, temos laboratórios de rádio, TV, fotografia, uma estrutura considerável para adquirirmos o conhecimento e a prática necessária com qualidade. E para tudo tem um preço. Investimos na formação, no conhecimento para nos formarmos profissionais qualificados a fim de desenvolver um trabalho sério, ético e responsável. E numa decisão de quarta-feira à noite, isso tudo me faz repensar sobre o futuro.
Escrever é fácil, basta ser alfabetizado para isso. Expressar pensamentos oralmente, muito mais, basta o dom da fala. Mas o profissional do jornalismo se resume a isso? Jornalismo não é só escrever um texto, saber falar na frente das câmeras ou por trás de um microfone. Se fosse simples assim, não teríamos tantas disciplinas focadas às questões técnicas da profissão dentro de nossa grade curricular. Sei que muita gente pensa que ser jornalista é fácil e que basta saber escrever e falar bem. Que a graduação para essa profissão não é tão exigente com o aluno. Que o profissional talvez não seja tão bem remunerado quanto deveria. Mas e o conhecimento para se tornar um deles, daonde vem? Ninguém nasce sabendo [já diz o dito popular] e agora para ser jornalista não precisa-se mais de diploma, graduação. Então todos que se acham compententes o suficiente para desempenhar o papel de jornalista, o farão? Escrever um texto jornalístico, falar frente às câmeras, apresentar um programa de rádio, trabalhar com assessoria de comunicação, redigir matérias, conhecer as estruturas de redação, de notícia e outras tantas funções que o curso de jornalismo nos ensina, sem estudo, [diploma] acredito que não será possível.
E os sindicatos que organizam os profissionais, terão controle sobre quem é ou não um jornalista com conhecimento suficiente e capaz de desempenhar os exercícios da profissão? Ou se tornarão um aglomerado de ex-jornalistas diplomados e outros práticos?
Sabemos que não só no jornalismo, mas em muitas outras áreas, há pessoas não qualificadas atuando no mercado, inclusive na saúde. Mas que as empresas responsáveis pela comunicação no país saibam reconhecer os jornalistas que contratam. O diploma não se faz mais necessário, mas o conhecimento sim. Não é e nunca foi fácil ser um profissional bem sucedido. Estudantes de jornalismo ou não, corram atrás do conhecimento, ele vale muito mais do que qualquer diploma.

Em tempo: Talvez sejamos surpreendidos por uma seleção natural do mercado. Onde os meios de comunicação passarão a preferir e valorizar ainda mais as pessoas devidamente capacitadas, os profissionais diplomados do jornalismo, visando um trabalho com credibilidade e qualidade.